quinta-feira, 13 de julho de 2017

Os efeitos negativos da religião na sociedade


 
"Se as pessoas são boas porque temem uma punição ou porque esperam uma recompensa, então somos todos, de fato, uma espécie lamentável" ~ Albert Einstein
A religião é como um lento veneno. A assim como um veneno mata seu corpo, da mesma forma a religião mata sua alma. Há apenas uma diferença: a religião parece com um medicamento e quando você acha que ele está lá para seu próprio benefício, ele secretamente te mata. E antes mesmo de você tomar conhecimento dela, a religião já o transformou em uma alma sem vida.
 
Os efeitos negativos da religião na sociedade são enormes. Aqui estão as principais formas nas quais a religião está destruindo a vida das pessoas:
 

Religião é encher as pessoas com medo

Religião é uma das principais razões pela qual as pessoas têm medo de viver. E quando eu digo "viver" não me refiro apenas a sobreviver. Sobreviver é uma coisa, até mesmo as pedras fazem isso, mas viver é uma coisa completamente diferente. Viver significa ser sensível, significa sentir-se, crescer, descobrir seu potencial e atingir novos patamares a cada momento.
 
O ponto de partida da religião é o medo. A religião está baseada na ideia de pecado: Todos nascem pecadores, as almas impuras, se não se purificarem em breve estarão condenadas ao inferno por Deus, onde eles vão arder no sofrimento eterno.
 
A fim de evitar o inferno, a religião exige que as pessoas provem a Deus de que elas são dignas do céu. Como? Seguindo o dogma da religião. Naturalmente quando as pessoas são postas em tal situação, elas se encontram em um estado contínuo de medo. Elas estão sempre com medo de que suas ações não estejam de acordo.
 
Quando você acredita que está sendo perpetuamente vigiado por um olho que tudo vê, você acaba por agir de determinadas maneiras para agradar a Deus. O medo do inferno está continuamente em sua mente, o enchendo com preocupação e ansiedade e isso não permite que você viva espontaneamente. Como resultado, a maioria das pessoas religiosas tornam-se neuróticas e em alguns casos até mesmo esquizofrênicas.
 

Religião é transformar as pessoas contra si mesmas

 
As exigências que a religião coloca sobre as pessoas são irrealistas. A religião, por um lado ensina que todos nascem pecadores. É de pecado que somos feitos e tudo que nós seres humanos estamos fazendo é obrigado a ser corrompido, de uma forma ou de outra. Porém, por outro lado, a religião ensina as pessoas a se comportarem da melhor maneira possível – em outras palavras, sermos perfeitos, como anjos. Mas infelizmente, as pessoas não são anjos, então como elas podem agir assim, de forma tão antinatural?
 
Mas isso tem muitas consequências graves. Quando você deixa de fazer o que Deus ordenou, você começa a odiar-se. Você começa a aceitar a ideia de que você é realmente uma má pessoa, corrompida e não é digna como um ser humano. E uma vez que você fizer isso, sua vida enche de amargura raiva e ressentimento – um verdadeiro inferno na terra.
 

Religião é transformar as pessoas, uma contra as outras

O outro é apenas uma projeção de si mesmo, um espelho, no qual você pode ver o seu próprio reflexo.
Uma vez que você começa a odiar a si mesmo, você é obrigado a começar a odiar os outros também. Quando você aceita a ideia de que você é um pecador, você começa a ver aqueles ao seu redor como pecadores. E quando se acredita que os outros são pecadores, sempre há um medo profundamente enraizado dentro de você de que os outros são corrompidos, estão cheios de má vontade, querem te prejudicar e sobretudo são um inimigo.
 
Além disso, você não vai tolerar ideologias religiosas diferentes da que você segue. É por isso que vemos as religiões lutando uma contra as outras. Da mesma forma os religiosos lutando contra os não religiosos. Uma ideologia religiosa é identificada como o único e verdadeiro caminho, o que leva a tremenda consequências negativas - o ódio, racismo e todo o tipo de violência. Basta pensar em quantas guerras foram travadas ao longo da história em nome de Deus e da religião.
 

Religião é manter as pessoas na ignorância

 
Viver significa aprender, e a vida é fuma lição contínua. Quando, no entanto, você tem crescido condicionado a acreditar o que é certo e errado de acordo com a religião e te disseram que duvidar da religião significa ir para o inferno, naturalmente você fica com medo de buscar o verdadeiro conhecimento. Você não pesquisa para encontrar a verdade, para aprender e, portanto não cresce como ser humano.
 

Conclusão

Como você pode ver, os efeitos negativos da religião na sociedade são enormes. Seguir cegamente uma religião, ou qualquer outra ideologia, simplesmente significa restringir sua percepção para suprir-se e viver na hipocrisia – em outras palavras, viver em sofrimento e miséria.
 
Muitas pessoas preferem seguir a religião mesmo sofrendo com essa escolha, simplesmente porque a religião os liberta da responsabilidade pessoal. Para viver espontaneamente, o indivíduo teria que assumir a responsabilidade por si mesmo, e isso é certamente doloroso. A vida é feita de escolhas e fazer escolha certas nem sempre é fácil. Sendo assim, as pessoas preferem não fazer escolhas para si, preferem que os outros escolham para eles. 
 
As pessoas preferem andar em caminhos feitos por outros, em vez de criar seus próprios caminhos.
 
Mas mesmo que deixássemos de ter uma autoridade para nos dizer o que fazer e o que não fazer, nunca seremos livres. E mesmo se um dia nos tornássemos livres, nunca seremos felizes ou pacíficos.
"Só ovelhas precisam de um pastor." ~ Voltaire
Fonte


domingo, 7 de maio de 2017

O nazismo era um movimento de esquerda ou de direita?




7 maio 2017

Em meio a crise econômica e política na Alemanha, nazismo trazia ideia de "revolução social",
mas só para os "arianos".  Direito de imagem Getty Images  

"Cara, cai na real! Ser de esquerda é ser a favor de milhares de mortes causadas pelo comunismo e nazismo no mundo. Reflita!", diz uma mensagem de janeiro no Twitter. "O socialismo/comunismo é uma ideologia de esquerda irmã do nazismo", diz outra do final de abril. Outro participante da rede social pergunta: "Quantas pessoas será que estão em grupos de libertários no Facebook discutindo se nazismo é esquerda ou direita neste exato momento?".

A discussão sobre se o movimento nazista alemão - cujo governo matou milhões de pessoas e levou à Segunda Guerra Mundial - teria as mesmas origens do marxismo ferve nas redes sociais há alguns meses, com a crescente polarização do debate político no Brasil.

Mas historiadores entrevistados pela BBC Brasil esclarecem o que dizem ser uma "confusão de conceitos" que alimenta a discussão - e explicam que, na verdade, o movimento se apresentava como uma "terceira via".

"Tanto o nazismo alemão quanto o fascismo italiano surgem após a Primeira Guerra Mundial, contra o socialismo marxista - que tinha sido vitorioso na Rússia na revolução de outubro de 1917 -, mas também contra o capitalismo liberal que existia na época. É por isso que existe essa confusão", afirma Denise Rollemberg, professora de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF).

"Não era que o nazismo fosse à esquerda, mas tinha um ponto de vista crítico em relação ao capitalismo que era comum à crítica que o socialismo marxista fazia também. O que o nazismo falava é que eles queriam fazer um tipo de socialismo, mas que fosse nacionalista, para a Alemanha. Sem a perspectiva de unir revoluções no mundo inteiro, que o marxismo tinha."

O projeto do movimento nazista, segundo Rollemberg, previa uma "revolução social para os alemães", diferentemente do projeto dos partidos de direita da época, "que vinham de uma cultura política do século 19, de exclusão completa e falta de diálogo com as massas".

Mesmo assim, ela diz, seria complicado classificá-lo no espectro político atual. "Eles rejeitavam o que era a direita tradicional da época e também a esquerda que estava se estabelecendo. Eles procuravam um terceiro caminho", afirma.

Direito de imagem Reprodução Twitter
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Nacionalismo
A ideia de uma "revolução social para a Alemanha" deu origem ao Partido Nacional-Socialista alemão, em 1919. O "socialista" no nome é um dos principais argumentos usados nos debates de internet que falam no nazismo como um movimento de esquerda.

"Me parece que isso é uma grande ignorância da História e de como as coisas aconteceram", disse à BBC Brasil Izidoro Blikstein, professor de Linguística e Semiótica da USP e especialista em análise do discurso nazista e totalitário.

"O que é fundamental aí é o termo 'nacional', não o termo 'socialista'. Essa é a linha de força fundamental do nazismo - a defesa daquilo que é nacional e 'próprio dos alemães'. Aí entra a chamada teoria do arianismo", explica.

De acordo com Blikstein, os teóricos do nazismo procuraram uma fundamentação teórica e filosófica para defender a ideia de que eles eram descendentes diretos dos "árias", que seriam uma espécie de tribo europeia original.

"Estudiosos na Europa tinham o 'sonho da raça pura' nessa época. Quanto mais próximos da tribo ariana, mais pura seria a raça. E esses teóricos acreditavam que o grupo germânico era o mais próximo. Daí surgiu a tese de que, para serem felizes, tinham que defender a raça ariana, para ficar longe de subversões e decadência. (Alegavam que) a raça pura poderia salvar a humanidade."

A ideia de uma defesa do povo germânico ganhou popularidade em um momento de perda de territórios, profunda recessão e forte inflação após a Primeira Guerra Mundial - e tornou-se o centro do movimento nazista.

"Era preciso recuperar a moral do pobre coitado, que não tinha dinheiro e era 'massacrado pelos capitalistas'", explica Blikstein. Nesse contexto, afirma, o nazismo vendia a ideia de "reeguer o orgulho da nação ariana. O pressuposto disso seria eliminar os não arianos. E essa teoria foi aplicada até as últimas consequências".


 
Segundo especialistas, judeus eram perseguidos por simbolizarem dois "inimigos" do nazismo:
o capitalismo liberal e o socialismo marxista.
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'Marxistas e capitalistas'
Mesmo propagando a ideia de que o nazismo planejava uma revolução que garantiria justiça social na Alemanha - o que incluía, por exemplo, maior intervenção do Estado na economia -, o partido fazia questão de deixar clara sua oposição ao marxismo.

"Os comícios hitleristas eram profundamente antimarxistas", disse à BBC Brasil a antropóloga Adriana Dias, da Unicamp, que é estudiosa de movimentos neonazistas.

"O nazismo e o fascismo diziam que não existia a luta de classes - como defendia o socialismo - e, sim, uma luta a favor dos limites linguísticos e raciais. As escolas nacional-socialistas que se espalharam pela Alemanha ensinavam aos jovens que os judeus eram os criadores do marxismo e que, além de antimarxistas, deveriam ser antissemitas."

Os judeus, aliás, tornaram-se o ponto focal da perseguição nazista porque representavam tanto o socialismo como o capitalismo liberal, mesmo que isso possa parecer antagônico nos dias de hoje.
"Havia uma simbologia do judeu como representante, por um lado, do socialismo revolucionário - porque Marx vinha de uma família judia convertida o ao protestantismo, assim como muitos bolcheviques", diz a historiadora Denise Rollemberg.

"Por outro lado, os judeus eram associados ao capitalismo financeiro porque os judeus assimilados (que assumiram as culturais de outros países, para além da nação religiosa) que viviam na Europa tinham uma tradição de empréstimos de dinheiro e de negócios."

'Precisão científica'
A "precisão científica" do extermínio de judeus na Alemanha nazista também dificulta as comparações com a perseguição política no regime socialista soviético, na opinião de Izidoro Blikstein.

"Há muitos genocídios pelo mundo, mas nenhum igual ao nazismo, porque este era plenamente apoiado por falsa teoria científica e linguística e levada até as últimas consequências. A União Soviética também tinha campos de trabalhos forçados, mas não existia uma doutrina para justificar isso", afirma.

"Mas há traços comuns entre o nazismo o regime (soviético) de Stálin. A propaganda, por exemplo, e o fato de que ambos eram regimes totalitários, que controlavam e legislavam sobre a vida pública e também privada do cidadão", admite.

Além dos judeus, o regime nazista também perseguiu democratas liberais, socialistas, ciganos, testemunhas de Jeová e homossexuais - algo que, nos dias de hoje, associa o movimento a partidos de extrema-direita que pregam contra a comunidade LGBT, contra imigrantes e contra muçulmanos, por exemplo.

"Todo esse projeto de repressão, censura, campos de concentração e extermínio nazista era direcionado a quem estava fora do que eles chamavam de 'comunidade popular', o povo alemão. Mas alemães que eram democratas liberais e socialistas também eram excluídos por serem contrários ao projeto nazista e colocarem em risco a comunidade popular", explica Denise Rollemberg.

No entanto, para Blikstein, a ideia de raça é tão central ao nazismo que, assim como não se pode usar o projeto de revolução social para classificá-lo como "esquerda", também é difícil defini-lo como "direita".

"Dizer apenas que Hitler era um político de direita é apequenar o nazismo. Foi mais do que direita ou esquerda. Foi uma doutrina arquitetada para defender uma raça, embora esse conceito seja discutível e pouco científico", diz. 

Direito de imagem Reprodução Twitter



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'Crise de referências'
Uma recapitulação do projeto e do regime nazista, de acordo com os especialistas no assunto, aumenta a confusão: deveria haver igualdade social e distribuição de renda, mas imigrantes, judeus, opositores políticos e até filhos "não talentosos" de alemães seriam excluídos dela por serem "menos puros"; o Estado prometia interferir mais na economia para benefício dos cidadãos, mas empresas privadas tiveram os maiores lucros com a máquina de extermínio e de guerra nazista; o movimento dizia defender os trabalhadores, mas sindicatos trabalhistas foram extintos, assim como o direito de greve; o socialismo marxista era considerado ruim, mas o liberalismo também.

Como seria possível defender todas estas ideias ao mesmo tempo?

"Quando o partido foi constituído, ele tinha uma vertente mais à esquerda e uma mais à direita. No início, tinha um discurso bastante antiburguês. Mas ao assumir o poder na Alemanha, o grupo à direita foi fazendo mais alianças com a burguesia e expulsando o grupo à esquerda", diz a historiadora da UFF.

"Além disso, o nazismo nasce no meio de uma crise de referências muito grande após a Primeira Guerra. Muitos passaram de um lado para outro. Os valores muitas vezes vão se embaralhar, e esses conceitos de direita e esquerda atuais não resolvem bem o problema."

Entre historiadores, a tentativa de traçar paralelos entre o nazismo e o fascismo europeus e o regime stalinista na União Soviética também não é nova, segundo Rollemberg.

"Todos eles eram regimes totalitários, mas o totalitarismo pode estar de qualquer lado. Hoje entendemos que há o totalitarismo mais à direita, como o nazismo e o fascismo, e o de esquerda, como o da União Soviética."



 

sábado, 6 de maio de 2017

Professor da UFPB explica como a Rede Globo Manipula e influência desinformados

 
 
Segundo Paiva, a emissora arquiteta uma “construção falseada” da realidade do país 
 
 

O professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Paraíba, Cláudio Paiva expôs, em cinco tópicos, a estratégia da Rede Globo em seus telejornais e novelas.

Segundo Paiva, a emissora arquiteta uma “construção falseada” da realidade do país “de acordo com os seus interesses mercadológicos e políticos”.

Leia:

Cinco teses sobre o paradoxo da Rede Globo. Telejornal fascista & minissérie "progressista":

1) O telejornal produz um "efeito de verdade" que convence o telespectador pouco informado, e a série (telenovela) aparece ao público como uma ficção descolada do real;

2) Nada escapa às garras da (no)velha indústria cultural, que transforma a memória dos "anos de chumbo" em mercadoria fascinante embalada em technicolor; essa mesma indústria usa uma "retórica da imagem" (Barthes) e agressivas técnicas de persuasão (e despolitização) no JN;

3) A descontextualização histórica e a espetacularização (Debord) das séries com temas complexos embaça a consciência social e política do televidentes. Logo, a narrativa da ditadura e repressão política se configura como algo ocorrido lá longe, num passado remoto, sem vínculos com os poderes dominantes contemporâneos. Enquanto isso, o telejornal - através de falas-textos-imagens - simula uma reportagem fidedigna aos acontecimentos narrados (news making, pós-verdade, etc);

4) No passado recente, o Jornal Nacional se desculpou pelas derrapagens na "narração dos fatos" (Muniz Sodré) referentes à vida social e política da nação. E, hoje, arquiteta um construção falseada da realidade brasileira, de acordo com os seus interesses mercadológicos e políticos;

5) Considerando a especificidade do atual momento histórico, a exibição na Globo da série "Os dias eram assim" funciona como uma espécie de álibi; a emissora mostra-se ética e responsável na denúncia dos crimes contra a humanidade, para uma platéia alienada, e além disso sabe que (se sobreviver) será cobrada pela sua manipulação dos fatos, no que concerne a esfera sócio-política e institucional recente. E, no âmbito do excessivo volume de informação (entrecortada por slogans publicitários), uma narrativa crítica (que mostra - por exemplo - a truculência policial) tende a se diluir, se desmanchar, neutralizando o potencial reflexivo dos telespectadores. Enfim, no estranho beco em que a cultura e a política se meteram, em que tudo nos aparece como simulação e simulacros (Baudrillard), talvez nos reste a alternativa de buscar informações na internet e redes sociais, um espaço dialógico e polifônico (Bakhtin), em que se agitam vozes dissonantes e quiça esclarecedoras, num tempo nublado.

Fonte



sexta-feira, 5 de maio de 2017

90 trechos da Bíblia que são exemplos de ódio e atrocidade

fevereiro 05, 2017


1 - Êxodo 21:20-21 
Com a aprovação divina, um escravo pode ser surrado até a morte sem punição para o seu dono, desde que o escravo não morra imediatamente.  

2 - Êxodo 22:17 
“Não deixarás viver nenhuma feiticeira.”   

3 - Êxodo 22:19 
 “Quem sacrificar a algum deus que não seja o único Senhor, será posto em interdito.”  

4 - Êxodo 32:27 
“Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu próximo. E os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moisés; e caíram do povo aquele dia uns 3.000 homens.”   Do livro sagrado dos cristãos escorre sangue  

5 - Levítico 26:22  
“Enviarei as feras dos campos as quais lhes deixarão sem os seus filhos.”  

6 - Levítico 26:29, Deuteronômio 28:53, Jeremias 19:9, Ezequiel 5:8-10 
Como punição, o Senhor fará com que as pessoas comam a carne de seus próprios filhos, filhas, pais e amigos.  

7 - Números 12:1-10 
Deus faz com que Miriam fique leprosa por sete dias por ela e Arão terem falado mal de Moisés.  

8 - Números 15:32-36 
Um homem que no Sábado estava pegando gravetos de lenha para uma simples fogueira é apedrejado até a morte segundo a ordem de Deus.  

9 - Números 16:49 
Uma praga divina mata 14.700 pessoas.  

10 - Números 21:3 
Com o apoio divino os Israelitas destroem todos os Cananeus.  

11 - Números 21:6 
Deus manda serpentes ardentes para matar muitos Israelitas.  

12 - Números 21:35 
Com o apoio divino os Israelitas matam Ogue, seus filhos e todo o seu povo até não haver sequer um sobrevivente.  

13 - Números 25:4 
“Disse Deus a Moisés: Toma todos os cabeças do povo e enforca-os ao Senhor diante do Sol, e o ardor da ira do Senhor se retirará de Israel.”  

14 - Números 25:8 
“Com uma lança Fineias vai até uma tenda e mata um próprio israelita e a sua mulher ferindo-os na barriga, cessando assim a praga sobre os filhos de Israel.”  

15 - Números 25:9 
Uma outra praga divina mata 24.000 pessoas.  

16 - Números 31:17-18 
Moisés, seguindo ordem divina, ordena que os Israelitas matem todos os filhos homens dos Midianitas e todas as mulheres que já tenham conhecido homem. (Como iam saber quais as mulheres que já tinha conhecido homens?)  

17 - Números 31:31-40 
Os israelitas capturam 32.000 virgens como pilhagem na guerra. 32 são colocadas de lado (para serem sacrificadas?) como um tributo ao Senhor.  

18 - Deuteronômio 2:33-34 
Os israelitas destroem completamente os homens, mulheres e crianças de Sion.  

19 - Deuteronômio 7:2 
Deus dá conselho aos Israelitas para destruir totalmente, sem piedade, todos que tiverem que enfrentar.  

20 - Deuteronômio 20:13 
“E, se o Senhor, teu Deus, a entregar nas tuas mãos, passarás a fio de espada todos os seus varões. As mulheres, porém, as crianças, o gado e tudo o que houver na cidade, todos os seus despojos, os tomarás para ti, e desfrutarás da presa dos teus inimigos, que o Senhor, teu Deus, te houver entregue”.  

21- Deuteronômio 20:16  
"Das cidades destas nações, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida”.  

22 - Deuteronômio 21:10-13 
A mulher prisioneira: Com aprovação divina, os Israelitas podem pegar as “mulheres formosas” do inimigo e as levarem para suas casas para serem suas mulheres. Suas cabeças devem ser raspadas e suas unhas devem ser cortadas e depois “entrarás a ela e tu serás teu marido e ela tua mulher”. Caso não se contente com ela, podem deixá-la partir, desde que não a vendam.  

23 - Deuteronômio 28:53 
“E comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas que te der o Senhor teu Deus, no cerco e no aperto com que os teus inimigos te apertarão”.  

24 - Josué 6:21-27 
Com aprovação divina, Josué destrói com fio da espada os homens, mulheres e crianças da cidade de Jericó. 

 25 - Josué 7:19-26 
Acã, seus filhos e seu gado são apedrejados até a morte por Josué, só por ter pego despojos dos babilônios.  

26 - Josué 8:22-25 
Com aprovação divina, Josué destrói todo o povo de Ai, matando 12.000 homens e mulheres, sem que nenhum escapasse.  

27 - Josué 10:10-27 
Com aprovação divina, Josué destrói todo os Gibeonitas.  

28 - Josué 10:28 
Com aprovação divina, Josué destrói todo o povo de Maqueda.  

29 - Josué 10:30 
Com aprovação divina, Josué destrói todo o povo de Libna.  

30 - Josué 10:32-33 
Com aprovação divina, Josué destrói todo o povo de Laquis.  

31 - Josué 10:34-35 
Com aprovação divina, Josué destrói todo o povo de Eglom.  

32 - Josué 10:36-37 
Com aprovação divina, Josué destrói todo o povo de Hebrom.  

33 - Josué 10:38-39 
Com aprovação divina, Josué destrói todo o povo de Debir.  

34 - Josué 11:21-23 
Com aprovação divina, Josué destrói todo o povo de Anakim.  

35 - Josué 10:40 
“Assim feriu Josué toda aquela terra, as montanhas, o sul, e as campinas, e as descidas das águas, e a todos os seus reis. Nada deixou de resto; mas tudo o que tinha fôlego destruiu, como ordenara o Senhor Deus de Israel.”  

36 - Josué 11:6 
O senhor ordena o mutilamento (corte dos tendões das pernas) dos cavalos.  

37 - Juízes 1:6 
Com aprovação divina, Judá persegue Adoní-Bezeque e lhe corta os polegares e os dedões do pé.  

38 - Juízes 1:8 
Com aprovação divina, Judá põe fogo em Jerusalém.  

39 - Juízes 3:29 
Os Israelitas matam 10.000 moabinitas.  

40 - Juízes 7:19-25 
O povo de Gideão destrói os Midianitas, cortam as cabeças de seus príncipes e as trazem para Gideão.  

41 - Juízes 16:27-30 
Sansão, com a ajuda de Deus, derruba os pilares e causa sua própria morte e a de 3.000 homens e mulheres.  

42 - Juízes 19:22-29 
Um grupo de depravados sexuais bate na porta de um ancião pedindo para que ele lhes entregue um homem que ali tinha entrado. Ao invés disso o homem lhes oferece sua filha virgem e a concubina do homem. “Eis que a minha filha virgem e a concubina dele tirarei para fora; humilhai-as a elas, e fazei delas o que parecer bem aos vossos olhos, porém a este homem não façais loucura semelhante.” O homem lhes entrega a concubina. Eles a usam até o amanhecer. Depois disso o homem corta seu corpo em doze partes e envia cada uma das partes para cada uma das doze tribos de Israel.  

43 - 1saias 18:27 
David mata 200 filisteus e lhes corta os prepúcios.  

44 - Samuel II 4:7-8 
Recabe e Baaná matam Isbosete, que estava deitado, e o decapitaram e levaram sua cabeça de presente para David.  

45 - Samuel II 4:12  
David manda matar Recabe e Baaná e manda lhes cortar suas mãos e seus pés e pendurar seus corpos sobre um tanque.  

46 - Samuel II 8:4 
David mutila inúmeros cavalos, cortando-lhes os tendões.  

47 - Samuel II 8:5 
David mata 22.000 Sírios.  

48 - Samuel II 8:13 
David mata 18,000 Edomitas no vale do sal e faz o restante de escravos.  

49 - Samuel II 10:18 
David mata mais de 40.000 Sírios.  

50 - Samuel II 11:14-27 
David arma um plano para matar Urias de forma que possa desposar sua esposa.  

51 - Samuel II 12:1, 19 
Deus mata o filho de David pelos pecados que ele cometera.  

52 - Samuel II 13:1-15 
Amnon se apaixona por sua própria irmã Tamar, a estupra e depois a odeia.  

53 - Samuel II 13:28-29 
Absalão irmão de Amnom manda matar Amnom.  

54 - Samuel II 18:6-7 
20.000 homens são mortos numa batalha no bosque de Efraim.  

55 - Samuel II 18:15 
Os soldados de Joab matam Absalão.  

56 - Samuel II 20:10-12 
Os soldados de Joab matam Amasa e deixam-no esvaindo em sangue no meio da rua.  

57 - Samuel II 24:15 
Deus manda uma peste que mata 70.000 homens em Israel.  

58 - Reis I 2:24-25 
Salomão manda matar Adonias.  

59 - Reis I 2:29-34 
Salomão manda matar Joab.  

60 - Reis I 2:46 
Salomão manda matar Simei.  

61 - Reis I 13:15-24 
Um homem é morto por um leão por ter comido pão e bebido água num lugar onde o Senhor lhe tinha proibido. Isso apesar do fato do homem ter sido enganado por um profeta que lhe dissera que um anjo do Senhor o tinha permitido comer e beber naquele local.  

62 - Reis I 20:29-30 
Os israelitas matam 100.000 sírios em um dia. Um muro cai em cima dos 27.000 Sírios restantes.  

63 - Reis II 2:23-24 
42 crianças são despedaçadas e mortas por ursos por terem zombado de um homem de Deus que por isso os teria amaldiçoado.  

64 - Reis II 5:27 
Eliseu amaldiçoa eternamente com lepra Geazi e todos os seus descendentes.  

65 - Reis II 6:18-19 
Atendendo as súplicas de Eliseu, o Senhor cega os Sírios que assim são enganados por Eliseu.  

66 - Reis II 6:29 
“Cozemos pois o meu filho e o comemos. Mas dizendo-lhe eu ao outro dia: Dá cá o teu filho, para que o comamos; escondeu o seu filho.”  

67 - Reis II 9:30-37 
Jeú faz com que Jezabel seja morta. Seu corpo é pisoteado por cavalos. Sua carne é comida pelos cachorros. Dela só restam a caveira, os pés e as palmas das mãos.  

68 - Reis II 10:7 
Jeú mata 70 filhos de Acabe, suas cabeças são cortadas e colocadas em cestos e enviadas para o seu pai.  

69 - Reis II 10:14  
Jeú manda matar 43 parentes de Acabe.  

70 - Reis II 11:1 
Atalia destrói toda uma família real.  

71 - Reis II 14:5, 7  
Amazias mata seus servos e 10.000 edomitas.  

72 - Reis II 15:16 
Menaem corta ao meio todas as mulheres grávidas.  

73 - Reis II 19:35 
Um anjo do Senhor mata 185.000 assírios numa só noite.  

74 - Crônicas I 20:3 
“Então David fez serrar o povo com a serra e cortar com talhadeiras de ferro e com machados; e assim fez David com todas as cidades dos filhos de Amom.”  

75 - 2 Crônicas 13:17 
500.000 Israelitas são assassinados.  

76 - Salmo 137:9 
Feliz o homem que arrebentar os seus filhinhos de encontro às rochas.  

77 - Isaías 13:15 
“Todo o que for achado será traspassado; e todo o que for apanhado, cairá a espada. E suas crianças serão despedaçadas perante os seus olhos; as suas mulheres violadas.”  

78 - Isaías 13:18 
“E os seus arcos despedaçarão os mancebos, e não se compadecerão do fruto do ventre; o seu olho não poupara os filhos.”  

79 - Isaías 14:21-22 
“Preparai a matança para os filhos por causa da maldade de sues pais.”  

80 - Isaías 49:26 
O Senhor faz com que os opressores do povo israelita comam sua própria carne e fiquem bêbados de seu próprio sangue, como se fosse vinho.”  

81 - Jeremias 16:4 
Segundo Deus “Morrerão de enfermidades dolorosas, e não serão pranteados nem sepultados; servirão de esterco para a terra; e pela espada e pela fome serão consumidos, e os seus cadáveres servirão de mantimento às aves do céu e aos animais da terra.”  

82 - Lamentações 4:9-10  
“As mãos das mulheres piedosas cozeram seus próprios filhos; serviram-lhes de alimento na destruição…”  

83 - Ezequiel 4:12 
“E comerás um biscoito de cevada, a qual cozerás, à vista deles, com excrementos humanos.”  

84 - Ezequiel 6:12-13 
O Senhor diz: “… o que estiver longe morrerá de peste, e o que está perto morrerá pela espada, e o que ficar de resto e cercado morrerá de fome; cumprirei o meu furor contra eles ….”  

85 - Ezequiel 9:4-6 
Ordem do Senhor: “sem compaixão… matai velhos, mancebos, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los….”  

86 - Ezequiel 21:3-4 
O Senhor diz que exterminará tanto o justo quanto o ímpio, ferindo-lhes a carne com sua espada.  

87 - Ezequiel 23:25, 47 
Deus irá matar os filhos e as filhas de todas que foram prostitutas.  

88 - Ozeas 13:16 
″Seus filhos serão despedaçados, e as suas mulheres grávidas serão abertas pelo meio.”  

89 - Salmos 109:6-13 
“Suscitai ao seu lado um malévolo, e um acusador esteja à sua direita. Citado em juízo, seja condenado, e fique sem efeito a sua defesa. Sejam abreviados os seus dias, e receba outro o seu lugar. Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva a sua esposa. Andem errantes e mendigando os seus filhos, e esmolem longe das suas casas em ruínas. Vincule-lhe o credor todos os seus bens, e os estranhos roubem as suas fadigas. Ninguém mais lhe mostre benevolência, nem haja quem se compadeça de seus órfãos. Sua descendência seja voltada ao extermínio; e na próxima geração extinga-se o seu nome.”  

90 - Salmos 137:9 
“Bravo o que tomar os seus filhinhos e os esmagar contra uma pedra!”

Fonte


sábado, 15 de abril de 2017

Facebook: Dicas para identificar notícias falsas

13 abr 2017
 
Queremos impedir a divulgação de notícias falsas no Facebook. Saiba mais sobre nosso trabalho. Enquanto trabalhamos para conter a disseminação, eis algumas dicas:
  1. Seja cético com as manchetes. Notícias falsas frequentemente trazem manchetes apelativas em letras maiúsculas e com pontos de exclamação. Se alegações chocantes na manchete parecerem inacreditáveis, desconfie.
  2. Olhe atentamente para a URL. Uma URL semelhante à de outro site pode ser um sinal de alerta para notícias falsas. Muitos sites de notícias falsas imitam veículos de imprensa autênticos fazendo pequenas mudanças na URL. Você pode ir até o site para verificar e comparar a URL de veículos de imprensa estabelecidos.
  3. Investigue a fonte. Certifique-se de que a reportagem tenha sido escrita por uma fonte confiável e de boa reputação. Se a história for contada por uma organização não conhecida, verifique a seção "Sobre" do site para saber mais sobre ela.
  4. Fique atento a formatações incomuns. Muitos sites de notícias falsas contêm erros ortográficos ou apresentam layouts estranhos. Redobre a atenção na leitura se perceber esses sinais.
  5. Considere as fotos. Notícias falsas frequentemente contêm imagens ou vídeos manipulados. Algumas vezes, a foto pode ser autêntica, mas ter sido retirada do contexto. Você pode procurar a foto ou imagem para verificar de onde ela veio.
  6. Confira as datas. Notícias falsas podem conter datas que não fazem sentido ou até mesmo datas que tenham sido alteradas.
  7. Verifique as evidências. Verifique as fontes do autor da reportagem para confirmar que são confiáveis. Falta de evidências sobre os fatos ou menção a especialistas desconhecidos pode ser uma indicação de notícias falsas.
  8. Busque outras reportagens. Se nenhum outro veículo na imprensa tiver publicado uma reportagem sobre o mesmo assunto, isso pode ser um indicativo de que a história é falsa. Se a história for publicada por vários veículos confiáveis na imprensa, é mais provável que seja verdadeira.
  9. A história é uma farsa ou uma brincadeira? Algumas vezes, as notícias falsas podem ser difíceis de distinguir de um conteúdo de humor ou sátira. Verifique se a fonte é conhecida por paródias e se os detalhes da história e o tom sugerem que pode ser apenas uma brincadeira.
  10. Algumas histórias são intencionalmente falsas. Pense de forma crítica sobre as histórias lidas e compartilhe apenas as notícias que você sabe que são verossímeis.

sábado, 8 de abril de 2017

O previsível fiasco do ensaio clínico da fosfoetanolamina, a improvável "pílula do câncer"

Por Francisco J. R. Paumgartten

O desenvolvimento de novos medicamentos é processo complexo, longo, caro e altamente seletivo, com elevadíssima taxa de insucesso. Estima-se que de 5 mil a 10 mil moléculas que são submetidas à triagem inicial para atividade farmacológica, apenas uma se tornará um novo medicamento, aprovado para comercialização pelos órgãos reguladores e útil na prática médica.

 
Pense um absurdo, a Bahia tem precedente. A célebre frase de Otávio Mangabeira, escritor, membro da Academia Brasileira de Letras e ex-governador da Bahia, é injusta ao se restringir ao estado natal do seu autor. A afirmação se aplica ao país todo, como demonstra o insólito episódio da pílula de fosfoetanolamina sintética (“fosfo”), também conhecida como “pílula do câncer”.

O absurdo, no caso da fosfo, não reside no fato de muitos terem acreditado nas alegações não comprovadas de que ela seria um medicamento eficaz, capaz de curar pacientes com câncer. Afinal, não é incomum, e é até compreensível, que pacientes com doenças graves, considerados pelos médicos como “fora de possibilidades terapêuticas”, e seus familiares, agarrarem-se firmemente a crenças infundadas de que a cura, negada pela medicina, poderia ser alcançada por terapias alternativas, não convencionais, e não reconhecidas pela ciência.

O absurdo, nesse caso, é o Congresso Nacional ter ignorado as recomendações contrárias à liberação do uso da fosfo, feitas pelo órgão técnico regulador, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e por entidades científicas respeitadas como a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), e aprovado, por esmagadora maioria de seus membros,  a Lei 13.269/2016 – prontamente sancionada sem vetos pela então presidente da república – que autoriza a produção, prescrição e uso da pílula de fosfo. A eficácia da Lei 13.269/2016 foi temporariamente suspensa por decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em ação direta de inconstitucionalidade impetrada pela AMB. Pesou na decisão da suprema corte, alcançada por estreita maioria de votos dos membros do colegiado, o argumento de que a eficácia e a segurança da fosfo não haviam sido demonstradas por estudos clínicos.

No momento em que este artigo está sendo escrito, o autor recebeu a notícia que o ensaio clínico da fosfo, patrocinado pela Secretaria de Saúde de São Paulo, foi suspenso “por questões éticas”. Isto porque uma avaliação clínica programada revelou que 58 de 59 pacientes com câncer de várias localizações que haviam recebido regularmente a fosfo não apresentaram qualquer resposta ao tratamento. Por se tratar de estudo não controlado, em relação ao único paciente (com melanoma) que teria melhorado, não é possível excluir um efeito retardado da quimioterapia anterior, a melhora espontânea, ou a contribuição do efeito placebo.

A interrupção do estudo é decisão acertada, mas, na realidade, esse insólito estudo, fora dos padrões metodológicos mais rigorosos, com resultados previsíveis e riscos para os pacientes que não foram adequadamente avaliados, “por razões éticas” nunca poderia ter sido aprovado e iniciado. Como antecipado lucidamente por alguns pesquisadores, a avassaladora onda da fosfo – como tantos outros modismos e crenças populares em remédios milagrosos – acabaria se desfazendo espontaneamente com o tempo. Entretanto, embora desaparecendo da mídia, o episódio da fosfo deixará uma indelével mácula na história do sistema brasileiro de revisão ética.

Um dos requisitos fundamentais para um ensaio clínico ser considerado “ético”, é o julgamento criterioso e a conclusão, com base na melhor evidência científica disponível, que os potenciais benefícios para os pacientes, e o conhecimento a ser adquirido pela sociedade, se sobrepõem aos riscos para os participantes da pesquisa. Quando se trata de um novo medicamento ou terapia farmacológica, o potencial benefício é avaliado pelos resultados dos testes pré-clínicos de triagem de possível atividade terapêutica. Os estudos pré-clínicos realizados com a fosfo não apenas falharam em indicar consistentemente uma “possível atividade terapêutica”, como mostraram justamente o oposto, a improbabilidade da fosfo ter efeito antineoplásico clinicamente útil.

Ensaios da toxicidade da fosfo “sintética” para linhagens de células neoplásicas, publicados pelos próprios proponentes da “pílula do câncer”, evidenciaram efeitos citotóxicos que podem ser considerados não específicos, ou seja, efeitos que ocorrem apenas em concentrações relativamente elevadas, com CL50s (concentrações letais 50%; i.e., concentrações que matam 50% das células expostas) na faixa de concentrações milimolares (mM ou 10-3 M), enquanto os medicamentos oncológicos são mais específicos, sendo tóxicos para as linhagens de células neoplásicas em concentrações muito menores, com  CL50s nas faixas do micromolar (µM ou 10-6 M) ou nanomolar (nM ou10-9 M), ou seja, as CL50 de medicamentos anticâncer usados na clínica são, via de regra, mil ou 100 mil vezes inferiores às CL50 obtidas para a fosfo com as mesmas linhagens de células cancerosas.

Esses resultados preliminares desalentadores já seriam suficientes para que não fossem investidos mais recursos e tempo na investigação de uma improvável atividade anticâncer. Se tivesse sido submetida à abordagem hierarquizada para triagem de novos medicamentos anticâncer proposta pelo Instituto Nacional de Câncer dos EUA (NCI-60 Human Tumor Cell Line Screen), a fosfo teria sido reprovada logo no primeiro nível de testes. Além disso, os estudos in vivo da fosfo em ratos e camundongos com tumores xeno-enxertados produziram resultados modestos e inconsistentes entre experimentos.

O desenvolvimento de novos medicamentos é processo complexo, longo, caro e altamente seletivo, com elevadíssima taxa de insucesso. Estima-se que de 5 mil a 10 mil moléculas que são submetidas à triagem inicial para atividade farmacológica, apenas uma se tornará um novo medicamento, aprovado para comercialização pelos órgãos reguladores e útil na prática médica.

Não obstante esse fato, surpreendentemente, o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), já em pleno “apagão” do financiamento para a pesquisa científica no país, investiu R$ 10 milhões em estudos pré-clínicos da fosfo como medicamento oncológico. Há, certamente, um grande número de moléculas muito mais promissoras do que a fosfo para tratamento do câncer, ou potencialmente úteis para tratar as várias doenças negligenciadas que afligem a nossa população, que permanecem nas prateleiras dos laboratórios universitários, aguardando o apoio das agências de fomento à pesquisa para serem investigadas em profundidade.

Além da falta de evidências experimentais (e de relatos de casos clínicos documentados) de que a fosfo tem atividade anticâncer, o conjunto de estudos pré-clínicos de toxicidade da fosfo foi notoriamente insuficiente para apoiar a etapa subsequente de investigação clínica de eficácia e segurança em pacientes com câncer.

Não se trata apenas de excluir a possibilidade de efeitos tóxicos agudos que aparecem no curto prazo (a história de uso da fosfo por pacientes que se automedicaram já sugere que esse risco é baixo), mas de revelar potenciais efeitos adversos mais sutis, que não são apontados por estudos não controlados. A realização de estudos clínicos envolvendo o tratamento de pacientes por períodos prolongados requer, entre outras investigações prévias, ensaios pré-clínicos de segurança de duração comparável à do estudo clínico proposto (e.g., de 90 e até 180 dias), em pelo menos duas espécies animais (uma delas deve ser o cão, o macaco ou outra espécie que não um roedor).  Esses estudos não foram realizados com a fosfo. Vale a pena registrar que, além disso, há pelo menos um estudo in vitro de Kano-Sueoka e colaboradores, publicado nos Anais da Academia de Ciências dos EUA (PNAS 1979; 76:5741-4), sugerindo que a fosfo estimulava a proliferação de células de carcinoma mamário de ratos. Na mesma linha, um dos estudos preliminares patrocinados pelo MCTI indicou que a fosfo poderia aumentar a incidência de metástases de tumores xeno-enxertados em roedores.

Portanto, a mais alta instância do sistema de revisão ética do país, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), aprovou o ensaio clínico de uma substância (fosfo) cujo potencial benefício terapêutico para os pacientes sujeitos da pesquisa era altamente improvável (nada havia nesse sentido, exceto relatos anedóticos e não documentados de pacientes “tratados” com a fosfo), e cujos eventuais riscos para os participantes não haviam sido devidamente avaliados.

Outro problema com o ensaio clínico da fosfoetanolamina “sintética” aprovado pela Conep é a identidade e qualidade farmacêutica da substância a ser estudada. A fosfoetanolamina é molécula formada naturalmente no organismo pela fosforilação da etanolamina, e é um composto intermediário na síntese de fosfolipídios que integram a membrana celular. As moléculas da fosfo, quer sejam sintetizadas no organismo, quer sejam produzidas na bancada do laboratório, são moléculas idênticas, e por isso são identificadas por um único número de registro no Chemical Abstracts (Número do CAS 1071-23-4, massa molecular 141,06). O rótulo de fosfo “sintética”, dado pelos químicos que a sintetizaram no laboratório na USP campus de São Carlos, aparentemente para diferenciá-la da fosfoetanolamina disponível comercialmente, não faz qualquer sentido.

Uma análise por ressonância magnética nuclear dessa fosfo “sintética” (contida nas pílulas distribuídas para os pacientes com câncer) realizada por um respeitado laboratório de química da Unicamp, contratado pelo MCTI, mostrou que a molécula de fosfoetanolamina corresponde a apenas 32,2% do conteúdo da cápsula, sendo os demais constituintes uma variedade de impurezas (incluindo fosfatos de Ca, Mg, Fe, Mn, Al, Zn e Ba) remanescentes de uma síntese química de baixo rendimento, que não foi sucedida por um processo de purificação. A fosfo “sintética” da pílula (na verdade, a forma farmacêutica da fosfo sintética distribuída pelos químicos da USP é a cápsula), portanto, não é uma única substância, mas uma mistura de substâncias em que predominam uma diversidade de impurezas.

Para aprovar ensaios clínicos de novos medicamentos, é exigido que os patrocinadores demonstrem que os medicamentos testados têm qualidade farmacêutica adequada (identificação, pureza e potência) e que esta qualidade seja consistente entre os lotes usados nos ensaios pré-clínicos e clínicos. Obviamente, a qualidade farmacêutica da fosfo “sintética” usada nos ensaios realizados está longe de ser adequada para um ensaio clínico em pacientes.

Por fim, o delineamento do ensaio clínico da fosfo, que foi aprovado pela Conep, não reúne as características metodológicas que são esperadas de um estudo de eficácia e segurança de um novo medicamento. Embora muitos detalhes não tenham sido publicados, as informações disponíveis na mídia indicam que o ensaio não foi controlado, e que a população estudada abrangeu um conjunto muito heterogêneo de pacientes com tumores de diferentes localizações e, possivelmente, em diferentes estágios da doença, e que sofreram diversos tratamentos anteriores.
 
O MCTI e a Secretaria de Saúde de São Paulo investiram pelo menos 10 e 1,5 milhões de reais, respectivamente, nos ensaios pré-clínicos e clínicos da fosfo, o que representa apenas uma pequena fração das centenas de milhões de dólares a que pode chegar o custo total do desenvolvimento de um medicamento oncológico inovador. Onze milhões e meio, entretanto, é um investimento muito elevado, quando os estudos iniciais falharam em fornecer qualquer indício de que o medicamento experimental, como é o caso da fosfo, tem potencial utilidade terapêutica.
 
O absurdo é ainda maior quando a aposta no improvável êxito do desenvolvimento é feita quando há uma escassez generalizada de recursos para financiar a pesquisa científica e a assistência médica no país. Representantes do MCTI, da Secretaria de Saúde de São Paulo e alguns pesquisadores envolvidos diretamente com os estudos da fosfo, costumam justificar os investimentos alegando que as instituições de pesquisa têm a obrigação moral de dar uma resposta aos “clamores” da sociedade.
 
Não resta dúvida que as instituições devem responder questões como essa que mobilizam a sociedade, mas no caso da “pílula do câncer”, a resposta correta que deveria ter sido dada à população é que as alegações terapêuticas de atividade anticâncer da fosfo são cientificamente infundadas e não justificam a realização de estudos não clínicos adicionais e de ensaios com pacientes.
 
A rápida aprovação, pela Conep, do ensaio clínico da fosfo, negligenciando o fato do estudo proposto não atender vários requisitos fundamentais que, de acordo com o entendimento de órgãos internacionais como o Council for International Organizations of Medical Sciences (CIOMS), são necessários para tornar eticamente aceitável a investigação clínica de um novo medicamento, é sem dúvida a pior sequela deixada por esse triste e absurdo episódio. A insólita decisão da Conep sobre a fosfo, deixando de lado a razão e a isonomia, e cedendo a uma onda de apoio formada no ambiente político, criou um perigoso precedente, que põe em dúvida o rigor e a seriedade do sistema de revisão ética do país.

Francisco José Roma Paumgartten é formado pela Faculdade de Medicina da UFRJ, doutor em ciências pela Escola Paulista de Medicina (atual Unifesp), professor e pesquisador titular da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Rio de Janeiro. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/6626554938516040.
paum@ensp.fiocruz.br

Referências
As referências originais dos estudos que apoiam as afirmações contidas neste artigo podem ser encontradas em: “Sobre a alegada eficácia anticâncer da pílula de fosfoetanolamina, fragilidade da evidência científica e preocupações éticas”, de Paumgartten F. J. R., publicada em: Vigil. sanit debate 2016; 4(3):4-12 (doi: 10.22239/2317-269X.00822pt).

Fonte




sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Sabe aquele papo de que não havia corrupção na ditadura militar? É mentira (e das mais descaradas)

Durante a ditadura houve repressão brutal contra opositores e imperava a censura, o que tornou o Brasil um lugar perfeito para a prática de corrupção.

Um boato muito difundido nas redes sociais é que supostamente haveria menos corrupção no antigo regime ditatorial do que nos dias de hoje. Qual é a base para essa afirmação?

É difícil entender como alguém é tão ingênuo para acreditar nessa afirmação. A ditadura dos generais tinha entre seus meios repressivos a censura prévia à mídia e produção cultural, assim como o financiamento público das mídias favoráveis aos governantes. Os juízes e Ministério Público tinham pouca ou nenhuma independência em relação ao governo federal. Congressistas podiam criar CPIs, mas os poderes absolutos da presidência, inclusive para fechar o Congresso e cassar congressistas, tornariam inútil tal iniciativa. As possibilidades de investigação criminal e divulgação jornalística dos casos de corrupção do regime ditatorial eram praticamente nulas.

E mesmo assim alguns casos acabaram emergindo. Entre 1982 e 1984, o jornalista e economista José Carlos de Assis publicou três livros, “A chave do tesouro”, “Os mandarins da república” e “A dupla face da corrupção”, relatando vários casos de corrupção na administração pública durante os Anos de Chumbo. Aparelhos repressivos clandestinos foram financiados por empresários, que em troca receberam favores econômicos dos ditadores. Ex-agentes militares e policiais da repressão política se tornaram os chefes do jogo do bicho no Rio de Janeiro e Espírito Santo, com a proteção dos governantes. Os métodos da repressão política se tornaram métodos do crime organizado.

Ponte Rio-Niterói: uma das obras faraônicas da ditadura militar com obras superfaturadas.


É verdade que os generais golpistas prometeram livrar o país da corrupção política. Imaginavam eles que a causa da corrupção é o corrupto apenas. Tinham uma visão moralista e individualista deste fenômeno. Assim, criaram uma Comissão Geral de Investigação, um tribunal administrativo subordinado à presidência da “república” para investigar casos de corrupção. O AI-5 dotou a CGI do poder de confisco de bens. Tudo isso foi inútil, porque a corrupção supõe, ao menos, um corruptor a um corrompido, um agente privado e um agente público, enriquecendo através de favores mútuos, às custas dos recursos públicos.

Vários grupos empresariais privados (nacionais, estrangeiros e mistos) apoiaram ativamente o golpe contra João Goulart e a instauração do Terrorismo de Estado. Este apoio empresarial foi recompensado com todo tipo de favorecimento econômico governamental para os grupos empresariais que financiavam a repressão política. Desta promiscuidade entre a burocracia ditatorial e os grupos empresariais privados, surgiram os “Filhotes da Ditadura”, que se tornaram os empresários e políticos mais ricos do país e donos de monopólios midiáticos, entre eles a família Marinho e o Senor Abravanel, mais conhecido como Silvio Santos.

A corrupção na ditadura beneficiou inclusive aqueles que chegaram a ser santificados
por muitos brasileiros, como é o caso do Silvio Santos.

 Há quem diga que os generais que ocuparam a presidência da ditadura morreram pobres. Acho difícil, pois nenhum deles chegou pobre ao cargo, e pelo menos um deles, Ernesto Geisel, se tornou um magnata do setor petroquímico, ao lado do seu ministro, Golbery do Couto e Silva. O que importa é que, mesmo que não tenham enriquecido ilicitamente, comandaram um regime de terror e corrupção generalizados. Um regime ditatorial que enriqueceu, protegeu e favoreceu os seus aliados, enquanto perseguia, torturava e matava os opositores.